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O CRESCIMENTO ANORMAL DE SUICÍDIOS DE POLICIAIS CIVIS

(*) Jarim Lopes Roseira

Não é porque a Organização Mundial da Saúde resolveu criar o “setembro amarelo” que resolvemos escrever esta matéria. Aqui, a situação é tão grave que, há muito tempo, estamos no vermelho! A questão é recorrente e tem nuanças de grave anormalidade. Ou seja: suicídios de policiais sempre houve, dentro dos parâmetros digamos... aceitáveis; só que o crescimento constante e progressivo deixou de seguir a proporcionalidade com as demais profissões e passou a se constituir num sério problema. O índice de suicídios de policiais é três vezes maior! Algo está profundamente errado!

A primeira pergunta que se tem a fazer é: o que vem causando esse crescimento anormal? Aonde está a gênese dessa alarmante anomalia?

Estudiosos do fenômeno não se atrevem a indicar essa ou aquela causa como determinante, sendo mais comum a indicação de um conjunto de motivos, variáveis de um país para outro. Isso torna a questão ainda mais intrigante e de difícil solução.

Se formos nos ater à realidade brasileira, fatores como baixos salários, excesso de trabalho, estresses crônicos, ansiedades, desajustes familiares, relacionamento social e no trabalho conturbados, questões de gênero e vícios de diversas origens, chega-se às razões desses atos extremos, que podem e devem ser evitados.

As causas e consequências

Não é necessário grande esforço para se concluir que o primeiro fator aqui elencado – os baixos salários – quando não é determinante é, na maioria dos casos, o fator desencadeador de qualquer dos demais, que podem ser considerados como decorrentes ou secundários. Senão vejamos o que nos ensina a sabedoria popular: em casa que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão. Portanto, os baixos salários do policial, seja homem ou mulher, desta ou daquela carreira, estreante ou veterano, afetam seriamente o seu equilíbrio psicológico, chegando ao psiquiátrico.

E, o que é mais grave: estamos falando da saúde mental de quem tem uma arma de fogo a seu alcance, vinte e quatro horas por dia, nas horas de folga ou de trabalho!

A falta de atenção e acompanhamento

Ora, uma pessoa mentalmente doente, ainda que se esforce para não deixar que isso transpareça, sofre lenta e gradualmente e, muitas vezes, sendo incompreendido e ignorado, se isola e muda de hábitos. Disso advém outras patologias, das quais ele não fala, o que é pior ainda. Não compartilhar o problema o que só o potencializa cada vez mais. É preciso falar, parar, pedir ajuda -- recomendam os psiquiatras.

O excesso de trabalho é outra das causas fundamentais a ser considerada. Se nenhum trabalhador pode trabalhar em excesso, essa contra-indicação deve ser muito mais rigorosamente observada em se tratando de um policial. Aqui em São Paulo, sob esse aspecto, a questão é gravíssima e vem de longe, cada vez crescendo mais. Todos sabem disso. Basta ver os dados da defasagem do efetivo e o número crescente dos que buscam a merecida aposentadoria.

O aparentemente vulgar estresse, que muitas vezes tem-se como motivo de chacota, é, na verdade, a reação do organismo e da mente a agressões, reais ou supostas, mas que afetam o equilíbrio emocional.

A ansiedade (e/ou a chamada síndrome do pânico) é um estado emocional angustiante, geralmente acompanhado de alterações psicossomáticas (cardíacas, respiratórias ou outras manifestações anormais). A literatura médica, ao definir esses quadros, adota o nome de “Síndrome de Burnout”.

Questões de desajustes familiar são, como se sabe, de real preponderância ante essa questão de saúde mental/suicídios, assim como as demais anomalias indicadas no início, cujos efeitos são por demais óbvios.

O importante, urgente e necessário é a adoção de medidas tendentes a sanear a questão que além de afetar, o universo policial, põe em risco a integridade da própria sociedade, que depende desse profissional para sua própria segurança.

Como tem sido o enfrentamento do problema em nosso meio

Em primeiro lugar, que não se ponha nenhuma culpa nas entidades de classe (associações e sindicatos), que jamais se omitiram diante da delicada questão. Lembro-me de, há meses, o presidente da Federação Sindical dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste – FEIPOL-SE, Aparecido Lima de Carvalho e, mais recentemente, o dinâmico presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Ribeirão Preto, Eumauri Lúcio da Mata, me procuraram para obter junto a quem de direito, os números de suicídios de policiais civis. Fui à Corregedoria Geral da Polícia Civil, mais precisamente à Divisão de Informações Funcionais – DIF, que, uma semana depois ainda não tinha informação nenhuma a dar. Recorremos à Ouvidoria das Polícias e lá sim, obtivemos os dados que buscávamos.

Sob o aspecto funcional, o trato que vem sendo dado à questão deixa muito a desejar. Há severas queixas quanto à insensibilidade dos que chefiam a Instituição, nos seus diversos escalões, que talvez por desconhecer a gravidade do fato com que se deparam, deixam de dar o devido encaminhamento a quem de direito, por exemplo, o artigo 169 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), ainda em vigor, diz textualmente: “Será obrigatório a notificação das doenças profissionais e das produzidas em virtude de condições especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeita, de conformidade com as instruções expedida pelo Ministério do Trabalho”.

Quadro de Psicólogos/Psiquiatras à disposição

Não se sabe ao certo quantos profissionais da área existem hoje para o acompanhamento dos policiais que necessitam desse amparo. Na Academia de Polícia, existem umas três ou quatro psicólogas; na Divisão de Prevenção e Apoio Assistencial do DAP, mais ou menos a mesma quantidade dessas profissionais. Parece que na Corregedoria tem uma ou duas. São números absolutamente insuficientes.

Agora, assustadores são os registros do ano de 2017, com o suicídio de 10 (dez) policiais civis, número que, lamentavelmente, se repetiu no ano seguinte (2018). Em 2019, alguns casos já ocorreram.

Um despertar para o enfrentamento do problema 

Recentemente, a Academia de Polícia, por iniciativa do seu diretor, Dr. Júlio Gustavo Vieira Guelbert, com a participação do Divisionário de Cursos Complementares, Dr. Marcos Batalha e do Dr. Valdir Antonio Covino Júnior, diretor da Assistência Policial Civil do Gabinete do Secretário, realizou um dia de palestras sobre o delicado tema. Profissionais de grande conhecimento e experiência discorreram sobre as causas e efeitos dos indutores de tragédias, consumadas ou apenas tentadas.

Seja como for, com que meios seja, é preciso que se faça alguma coisa, urgentemente.

 

(*) Jarim Lopes Roseira é Escrivão de Polícia aposentado e presidente

da Seção de São Paulo da International Police Association - IPA

 
 
 
 
 

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